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Programa de Pós-Graduação em Fisiologia Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto
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Nossa História

O Departamento de Fisiologia da FMRP é originário da antiga cátedra de Fisiologia implantada em 1953 sob a regência do Prof. Paul Laget, neurologista da Sorbonne, Paris. O Prof. Laget permaneceu na FMRP cerca de um ano e retornou à França.

Para substituí-lo na regência da cátedra veio em 1955, de Buenos Aires (Argentina), o Prof. Miguel Rolando Covian. Ele formou-se no grupo do Prof. Bernardo Houssay e trabalhou também com outros fisiologistas destacados como Phillip Bard, Carl Richter e Vernon Mountcastle e depois exerceu a chefia do Departamento de Fisiologia no período 1955-1974. Foi Vice-Diretor da FMRP e voltou à chefia do Departamento no período 1978-1982. Após a aposentadoria compulsória em 1983, tornou-se Professor Emérito da FMRP e permaneceu no Departamento até sua morte em 5 de fevereiro de 1992. Segundo o próprio Prof. Covian não era sua intenção fixar-se definitivamente em Ribeirão Preto. No entanto, sentiu-se entusiasmado a permanecer, pelas idéias que direcionavam a implantação da FMRP , todos os Docentes em regime de trabalho em dedicação exclusiva, atividade didática associada à atividade de pesquisa, ambiente estimulante à atividade de pesquisa, e pela competência do grupo de jovens assistentes que encontrou quando chegou e os que aglutinou posteriormente. Segundo consta, “encontrei no Departamento de Fisiologia um grupo de assistentes que ministrava eficientemente o curso teórico-prático de Fisiologia e nosso trabalho principal foi iniciar o desenvolvimento da pesquisa no Departamento e a sua reestruturação”. Eram esses assistentes: Renato Migliorini, César Timo Iaria e Carlos Eduardo Negreiros de Paiva, formados na Faculdade de Medicina de São Paulo-USP e José Venâncio Pereira Leite, egresso da Faculdade Nacional de Medicina e discípulo de Álvaro Ozório de Almeida. Neste ano de 1955 a FMRP foi contemplada com verba da Fundação Rockefeller. Dentre os primeiros estagiários salientamos o Prof. Salustiano Gomes Lins, que se tornou neurocientista de renome, que criou na Universidade Federal de Pernambuco os serviços de eletrencefalografia, eletroneuromiografia e polissonografia. Este núcleo dirigido pelo Professor Covian constituiu o principal cerne na formação de uma das grandes escolas de fisiologia do país: a Fisiologia da FMRP.

O Programa de Pós-Graduação (PPG) em Fisiologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP foi criado em 1970 pelos Docentes do Departamento de Fisiologia, e permanece como o núcleo central do programa.

Os Docentes credenciados no programa estão envolvidos, principalmente, com estudos relacionados aos mecanismos fisiológicos e fisiopatológicos nas áreas de cardiovascular, endócrino, renal, neurofisiologia, respiratório, digestório, biofísica e metabolismo, entre outras.

Estudam-se modelos “in vivo” tais como animais anestesiados ou acordados e, além destes, são empregados também, modelos “in vitro” tais como culturas de células dissociadas e organotípicas e os “in silico”, onde são simulados/modelados sistemas biológicos complexos.

A proposta primordial do PPG é oferecer um sólido embasamento teórico e de experiência de pesquisa de bancada para indivíduos vocacionados à carreira científica. Para que o Pós-Graduando tenha uma formação mais abrangente os vários Orientadores estudam em seus Laboratórios sistemas fisiológicos em modelos animais, com abordagens experimentais que incluem avaliação comportamental, eletrofisiológica: potenciais de campo e de membrana, eletrofisiologia de correntes e canais iônicos; técnicas de biologia molecular: Western blot, PCR, hibridação in situ, optogenética; celular: histoquímica, imunoistoquímica, com uso de microscopia de luz, fluorescente/confocal, e multi-fóton.

Com a maioria destas técnicas implantadas em vários laboratórios do PPG é possível afirmar que os nossos atuais e futuros Pós-Graduandos serão beneficiados pelo rico ambiente científico e intelectual criado por várias gerações de Docentes.

Vale a pena destacar que o PPG tem significativa colaboração envolvendo estudantes de outros Programas, Pesquisadores de outras Instituições do Brasil e do Exterior, que em conjunto contribuem significativamente para que haja um ambiente de pesquisa e de formação dos futuros Docentes, compatível com os desafios contemporâneos para a Fisiologia e as Ciências Básicas em geral. Procura-se uma maior integração e interdisciplinariedade, fundamental num mundo cada vez mais conectado, em que a ciência de qualidade é evidentemente internacional.

Na realidade, o grande desafio de programas tradicionais como o nosso é o de acompanhar, e se possível liderar, sem prejuízo para a qualidade dos formandos, o uso de técnicas e soluções de pesquisa num cenário global de alta competitividade, no sentido de capacitar o nosso PPG para os grandes desafios contemporâneos.